Especialistas afirmam que em 6 passos é possível implementar o uso desta ferramenta. Confira a seguir:
PASSO 1: Identificar a falha a ser corrigida
Nesta fase a empresa precisa realizar uma análise para identificar as falhas e suas ocorrências, a fim de entender o defeito de produto, de serviço ou de execução de alguma etapa que deva ser superado.
É recomendado fazer o registro do defeito por meio de fotos, vídeos ou transcrição de narrativas.
Você qual é a diferença entre erro e defeito? Erro e defeito é a mesma coisa?
Erro é sempre humano. Trata-se de um desvio onde é produzido um resultado incorreto do que apresentado, geralmente em forma de treinamento. Um erro evidência o defeito, ou seja, quando há diferença entre o valor obtido e o valor esperado há um erro.
Por que os erros ocorrem? Os principais motivos para que um erro aconteça são:
• distração;
• cansaço;
• ausência de um processo de produção definido;
• inexperiência;
• excesso de experiência (que leva o colaborador a se sentir autoconfiante em demasia);
• má fé.
Defeito é uma inconsistência no software, algo que foi implementado de maneira indevida. Por exemplo executar uma linha de código, como uma instrução errada ou um comando incorreto. O defeito é a causa de um erro, porém se uma linha de código que contém o defeito nunca executar, o defeito não vai provocar um erro.
Os defeitos podem ser causados por:
• Requisitos especificados errados pelo usuários
• Analistas interpretam erradamente os requisitos
• Especificações Funcionais e Técnicas elaboradas erroneamente;
• Codificação errada;
• Dados errados;
• Correções erradas de defeitos;
• Inconsistência nos dados;
• Dentre outros.
É qualquer imperfeição ou inconsistência no produto do software ou em seu processo, um defeito é também uma não conformidade.
E falha é a mesma coisa que erro?
Falha é um comportamento inesperado do software. Uma falha pode ocorrer por causa de um erro. “Uma falha pode ter sido causada por diversos erros, mas alguns erros podem nunca causar uma falha.”
Podemos citar como o por exemplo uma rede inacessível devido à queda de energia.
Como identificar a falha?
Há algumas maneiras de identificar falhas, uma delas é a ferramenta de Mapeamento do Fluxo de Valor (VSM), onde não há um processo exato a ser melhorado ou se ainda não estiver definido.
Neste primeiro passo é necessário que descreva o defeito ou potencial defeito e determine a taxa de defeitos.
PASSO 2: Compreender as causas
É essencial entender as causas que levaram à ocorrência dos defeitos e das falhas, pois só assim é possível corrigi-los.
De acordo com especialistas, os defeitos podem ter dez causas básicas:
• Não executado por falta de processamento;
• Erro na execução ou no processamento;
• Erro na disposição/no posicionamento dos elementos;
• Ausência ou excesso de elementos;
• Utilização de elemento errado;
• Execução ou processamento de elemento errado;
• Falha do equipamento;
• Erro de ajuste;
• Falha na preparação do equipamento;
• Ferramentas ou dispositivos inadequados.
E ainda complementam que as principais falhas humanas são:
• Falta de concentração ou esquecimento;
• Inércia mental, decisão “sem pensar”, excesso de familiaridade;
• Análise superficial e/ou rápida; identificação errônea;
• Falta de experiência, amadorismo;
• Imprudência ou teimosia;
• Distração momentânea;
• Lentidão na ação, demora na decisão;
• Ausência de padrão, falta de procedimento;
• Situação inesperada, surpresa;
• Má fé ou intencional.
Uma ferramenta que pode ajudar a entender as causas que levaram à ocorrência dos defeitos e das falhas é o Diagrama de Ishikawa. Você também pode utilizar a técnica dos 5 Porquês.
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Utilizando as ferramentas citadas anteriormente é possível identificar onde o defeito pode estar ou ser descoberto e/ou onde o defeito é gerado.
PASSO 3: Cogite possíveis soluções
Nesta fase você já terá conhecimento dos erros e das causas, você poderá criar soluções simples para o problema.
É bom relembrar que a base do Poka Yoke é a criação dos procedimentos simples, que não tenham custo alto e nem sejam difíceis de implementar. Isso evita erros cotidianos.
Desta maneira, nesta fase é necessário identificar se a solução será preventiva, como o defeito será detectado, se essa detecção será feita de forma direta ou indireta, entre outros pontos importantes.
Elabore uma lista de possíveis soluções para os problemas. É recomendado que dê preferência a soluções de prevenção. Geralmente são mais baratas e poupam tempo e o mais importante, vão evitar que os erros sejam cometidos no futuro, em vez de consertá-los ao longo do processo.
PASSO 4: Verifique a eficácia
Neste passo você deve verificar se a ação será efetiva. A melhor forma de se fazer isso é analisar os custos e o tempo que ela demanda para ser colocada em prática.
Lembrando que deve-se eliminar a falha ou o defeito de forma simples, sem grandes impactos na sua gestão de custos. “Deve fazer parte do processo, sendo executada no local em que a falha ocorre, e deve evitar que esta falha seja passada para a próxima etapa.”
Análise como a operação está sendo feita e detalhe os passos que diferem do padrão.
PASSO 5: Implemente a solução
Faça isso em toda a empresa.
PASSO 6: Documente
Documente tudo que foi feito, pois será muito útil para o desenvolvimento de outras soluções Poka Yoke no futuro. Um processo documentado pode evitar várias falhas futuras, não gerando um efeito dominó de erros e falhas.
Ah, não esquece de treinar todos!
Em suma, a elaboração de um Poka Yoke é fundamental para prevenir erros e tornar uma produção enxuta, podendo ser implantado em 6 passos.
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